Ir para o conteúdo principal

Unicef apoia a II Marcha de Belém contra o Trabalho Infantil - Trabalho Infantil CSJT

Publicador de Conteúdos e Mídias

Unicef apoia a II Marcha de Belém contra o Trabalho Infantil

(20/02/2020)

A II Marcha de Belém contra o Trabalho Infantil recebeu o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Na visita para renovar a parceria da segunda edição do evento, as gestoras da Comissão de Combate ao Trabalho Infantil, desembargadora do trabalho Maria Zuíla Dutra e juíza do trabalho Vanilza Malcher foram recebidas pela chefe do escritório do Unicef, em Belém, Anyoli Sanabria López,que também coordena o Território Amazônico do Unicef, atuação do Fundo voltada para áreas que concentram as maiores populações de crianças e adolescentes excluídos e vulneráveis.

Para Anyoli López, lutar contra o trabalho infantil é uma questão fundamental para o Unicef. "É natural para o Unicef participar da Marcha, se comprometer e se engajar com esse objetivo de mobilizar milhões de pessoas para fortalecer essa ideia de que não podemos tolerar crianças e adolescentes trabalhando. Eu acho que neste ano de 2020 quando o Brasil comemora 30 anos da comissão do direito da criança, o trabalho infantil é inaceitável e temos que colocar a importância desse combate que ainda atinge muitas pessoas no Brasil, no Pará e na Amazônia".

Trabalho infantil na Amazônia

De acordo com o UNICEF, que possui três escritórios na Amazônia Legal Brasileira (Manaus, Belém e São Luís), o trabalho infantil ainda é um problema grave. Segundo o estudo Pobreza na Infância e na Adolescência, feito pelo UNICEF com base na  Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios(PNAD) 2015, 6,2% das crianças e adolescentes brasileiros de 5 a 17 anos estão expostos ao trabalho doméstico e/ou renumerado, sem respeitar as leis brasileiras que proíbem o trabalho de qualquer criança e adolescente até alcançar os 14 anos e regulamentam o trabalho de adolescentes de 14 a 17 anos.

Na Amazônia, a situação se agrava ainda mais. A região Norte é a que possui o maior percentual de crianças e adolescentes que trabalham, 7,7%. Todos os estados da Amazônia Legal, sem exceção, se encontram acima da média nacional. Rondônia, com 11,4%, e Maranhão, com 10,5%, possuem os piores indicadores de todo o país. Seja nas cidades ou nas zonas rurais, o trabalho infantil traz resultados que impactam o desenvolvimento pleno de meninas e meninos. Essa privação de direitos contribui para o abandono escolar, o maior risco de exposição da criança e do adolescente a situações de violência e exploração (inclusive sexual) e danos à saúde física e psicológica, muitas vezes irreparáveis.

Sobre o UNICEF

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) trabalha em alguns dos lugares mais difíceis do planeta, para alcançar as crianças mais desfavorecidas do mundo. Em 190 países e territórios, o UNICEF trabalha para cada criança, em todos os lugares, para construir um mundo melhor para todos.

Fonte: TRT da 8ª Região (PA/AP)