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TRT-16 participa de assinatura de Termo de Parceria para Programa Jovem Aprendiz

O objetivo é promover a inserção de adolescentes em situação de vulnerabilidade social no mercado de trabalho, por meio do Programa Jovem Aprendiz.

Foto mostra dezenas de pessoas posicionadas de maneira em pé. Entre as autoridades presentes está a presidente do TRT-16 des. Márcia Andrea Farias da Silva.

4/6/2025 - A presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (Maranhão), desembargadora Márcia Andrea Farias da Silva assinou um Termo de Parceria, celebrado entre órgãos públicos e a empresa Vale S.A., com o objetivo de promover a inserção de adolescentes em situação de vulnerabilidade social no mercado de trabalho, por meio do Programa Jovem Aprendiz.

A solenidade de assinatura foi nesta quarta-feira (4/6), na sede do Ministério Público do Maranhão, em São Luís, e contou com a presença de representantes da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/MA), do Ministério Público do Estado do Maranhão (MPMA), do Ministério Público do Trabalho (MPT/MA), da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (SEDES), da Secretaria de Estado de Indústria e Comércio (SEINC), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e da empresa Vale S.A.

O Termo de Parceria tem como objeto a inserção de adolescentes com idade entre 15 e 19 anos na condição de aprendizes que passam por uma etapa teórica, ministrada pelo SENAI São Luís, e serão acolhidos na etapa prática por órgãos públicos parceiros, como o TRT-16, com todos os custos das duas fases sob responsabilidade da Vale S.A.

Durante a solenidade, a presidente do TRT-16, desembargadora Márcia Andrea Farias destacou a importância da parceria interinstitucional e o papel da Justiça do Trabalho na transformação da realidade de jovens aprendizes: “O termo de parceria que está sendo assinado hoje é fruto de um trabalho longo, que já vem sendo construído há mais de um ano. Parabenizo e agradeço, em nome da Justiça do Trabalho, por essa união de esforços com a sociedade e com instituições públicas. Quando nós abrimos nossas portas para esses adolescentes, também aprendemos com eles. Aprendemos a ser mais humanos, a termos mais empatia, e tudo isso é o que precisamos para construir uma sociedade melhor”, afirmou.

A desembargadora incentivou os adolescentes a aproveitarem ao máximo a oportunidade: “Vocês são luz, são exemplo. Não apenas para as empresas do Maranhão, mas para todo o Brasil. Tenho certeza de que essa iniciativa será replicada em outros estados e instituições”, disse a desembargadora presidente.

A subprocuradora geral de Justiça para Assuntos Administrativos, Regina Maria da Costa Leite, também falou sobre a importância do projeto, “desejo pleno êxito a essa parceria, que concretiza o direito à formação técnico-profissional de adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social, fortalecendo sua permanência no sistema educacional e promovendo sua inclusão digna no mercado de trabalho.”

Já o corregedor nacional do Ministério Público, Ângelo Fabiano Farias da Costa, destacou que a iniciativa será incentivada em âmbito nacional. Ele anunciou que a Corregedoria Nacional recomendará às promotorias de todo o país a articulação entre órgãos públicos e empresas, a exemplo do que foi realizado no Maranhão, “É um motivo de muita honra participar desse momento. Queremos que essa prática sirva de modelo para outras regiões, promovendo a retirada de crianças e adolescentes do trabalho infantil e sua inclusão em programas de aprendizagem profissional, com dignidade, capacitação e proteção legal.”

A jovem Jhennifer Fernanda Souza Santos, de 19 anos, falou em nome dos adolescentes aprendizes e agradeceu pela oportunidade: “É uma oportunidade muito gratificante. Muitos de nós já enfrentamos situações difíceis, e hoje temos essa chance de fazer diferente. Estamos muito felizes e prontos para dar o nosso melhor nesse projeto”, disse a participante do programa.

Entre os objetivos do termo estão a inserção de adolescentes que anteriormente se encontravam em atividades proibidas em funções protegidas por lei, a garantia de estrutura adequada para a execução da fase prática nos órgãos públicos, a promoção de ambientes acolhedores e respeitosos, em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e a oferta de orientação profissional com acompanhamento contínuo dos jovens durante o período de aprendizagem.

A iniciativa já passou por três etapas: pré-seleção dos adolescentes, processo de admissão e realização da fase teórica por meio de curso ofertado pelo SENAI. Agora, os jovens iniciam a fase prática nos órgãos públicos parceiros. A ação representa um marco no fortalecimento de políticas públicas voltadas à juventude maranhense, promovendo o acesso ao trabalho digno, seguro e formativo.

 

Fonte: TRT da 16ª Região