Justiça do Trabalho apresenta oficialmente a campanha de divulgação da II Marcha de Belém (PA) contra o Trabalho Infantil
(15/01/2020)
As gestoras da Comissão de Combate ao Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (PA/AP), desembargadora Zuíla Dutra e juíza Vanilza Malcher, apresentaram oficialmente, nesta segunda (13), à presidente do Tribunal, desembargadora Pastora Leal, as peças de divulgação da II Marcha de Belém contra o Trabalho Infantil. O material de divulgação inclui camiseta, ventarola, caneca, ecobag, banners e faixas. As peças foram concebidas e produzidas pela equipe da Ascom do TRT.
A II Marcha de Belém contra o trabalho infantil será realizada no dia 1 de março de 2020, às 8h, com saída da Praça Pedro Teixeira (Escadinha da Estação das Docas) e dispersão no Largo do Redondo, na Avenida Nazaré, centro da cidade.
Este ano, a estimativa dos organizadores é reunir cerca de cem mil pessoas numa mobilização de combate ao trabalho precoce. "Desde 2015 a Justiça do Trabalho está em marcha. Durante esse período, fizemos a marcha de outra forma, com diversas ações o ano todo, desenvolvendo com nossos voluntários, padrinhos-cidadãos e parceiros uma série de atividades contra esse mal que é o trabalho infantil que prejudica toda a sociedade. E a Marcha de 2020 vem coroar esse trabalho. Não temos dúvida de que vamos triplicar a quantidade de pessoas que vão marchar conosco pelas ruas de Belém. Essa é nossa meta, o nosso objetivo e todos estão convidados", garantiu a juíza Vanilza Malcher.
Marcha de 2015
Em 2015, a Justiça do Trabalho da 8ª Região (PA/AP) realizou a primeira Marcha e levou para as ruas aproximadamente 30 mil pessoas. O objetivo de ontem e de agora é o mesmo, conta a desembargadora Zuíla Dutra, gestora nacional do Programa de Combate ao Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem. "Queremos mais uma vez chamar a atenção da sociedade para os males do trabalho precoce e reafirmar que cada um possa assumir a sua responsabilidade na proteção da criança e do adolescente como prescreve o Art 227 da Constituição Federal e as normas internacionais".
Conscientização
Para a presidente do TRT, desembargadora Pastora Leal, a II Marcha de Belém contra o trabalho Infantil tem esse caráter de conscientizar a população para essa forma de violência que é a exploração do trabalho de crianças e adolescentes.
"É importante despertar essa conscientização na sociedade. Cada um tem seu papel. Se transforma a realidade de uma cidade, de um estado, de um país, quando cada cidadão entende que ele também é responsável. É preciso pensar em políticas públicas de inserção, de utilidade para os nossos jovens , para as nossas crianças", disse Pastora Leal.
Metas CNJ
Institucionalmente, o Conselho Nacional da Justiça (CNJ) estabeleceu como meta para 2020 do Poder Judiciário a promoção de pelo menos uma ação anual contra o trabalho infantil. A Justiça do Trabalho saiu na frente e desde 2014, os TRTs estão engajados nessa luta.
"Essa segunda marcha tem grande relevância porque nós continuamos a conviver com crianças e adolescentes sendo exploradas no trabalho precoce e vítimas de outras formas de vulnerabilidade social, de outras formas de violência. País nenhum se desenvolve a custas da exploração de crianças e adolescentes. Se nós pretendemos conviver em um mundo mais humano nele não há lugar para o trabalho infantil", defende Zuíla Dutra.
Fonte: TRT da 8ª Região (PA/AP)

