Encontro em Brasília debate infraestrutura e desenvolvimento do PJe na Justiça do Trabalho - PJe
Promovido de 7 a 9 de outubro, em Brasília, o evento debateu modelos de trabalho, projetos nacionais e atualizações de softwares utilizados.
Servidores da área de Tecnologia da Informação (TI) da Justiça do Trabalho de todo o Brasil se reuniram na semana passada no “Encontro de infraestrutura e desenvolvimento do Processo Judicial Eletrônico (PJe)”, no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília. O evento debateu modelos de trabalho, projetos nacionais e atualizações de softwares utilizados.
Para o coordenador nacional do PJe na Justiça do Trabalho e juiz auxiliar da Presidência do CSJT e do TST, Fabiano Pfeilsticker, o encontro tem grande importância para discutir meios e formas para garantir maior eficiência e eficácia do serviço de TI. “O alinhamento de ideias e o ajuste na infraestrutura é fundamental para que as unidades funcionem bem”, afirmou.
O secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), Cláudio Fontes Feijó, contou que o modelo de gestão e governança do PJe se tornou referência para todo o país. “Este é um caso de sucesso, já reconhecido pelo Tribunal de Contas da União e pelo Conselho Nacional de Justiça. Ainda assim, ressaltamos que há muito a melhorar”, disse. O ano de 2020 vai ser de dificuldade orçamentária, por isso precisamos pensar em formas criativas e inovadoras para lidar com esse cenário”, completou.
Funcionalidades futuras
O coordenador técnico do Processo Judicial Eletrônico (CTPJe), Christiano Guimarães de Carvalho, apresentou o escopo das versões futuras do PJe, com pilotos dos sistemas satélites AUD 4 e plenário e secretaria eletrônica. Sobre automatização no processo do trabalho, explicou sobre revisão de código e execução de testes automatizados.
Modelo Cynefin
Na palestra “Ordem e desordem, da previsibilidade à inovação”, o coordenador geral de gerenciamento de projetos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Gino Terentim, apresentou o modelo Cynefiin, utilizado para tomada de decisões a partir do diagnóstico do ambiente organizacional. “Diferentes diagnósticos de ambientes implicam em diferentes indicadores de resultado e em diferentes maneiras de responder aos desafios impostos”, explicou.
Segundo o modelo, um ambiente se encaixa em um dos quatro modelos ideais: óbvio (com uma prática de sucesso já definida), complicado (que requer análise para definir qual das diversas boas práticas disponíveis utilizar), complexo (nunca antes resolvido, não há boas práticas) e caótico (que, a cada vez que acontece, requer uma solução nova). Definido o ambiente, o gestor poderá escolher metodologias e processos adequados para solucionar seus problemas.
PJe em containers
Outro tema amplamente discutido durante o encontro foi o projeto nacional PJe em Containers, desenvolvido no TRT da 20ª Região (SE), que moderniza a infraestrutura do PJe, tornando-a mais ágil, escalável e com menores custos de suporte e manutenção. O servidor da coordenadoria técnica do PJe do CSJT Leandro Vieira Rodrigues apresentou o relatório de resultados do PJe em Containers e escutou o feedback dos servidores da área de TI da Justiça do Trabalho a cerca dos pilotos do PJe.
De acordo com Leandro, esse conjunto de palestras relacionados ao PJe é importante para contribuir com a evolução da infraestrutura da plataforma. “Nós fizemos uma mudança razoável em relação à infraestrutura anterior do PJe e o programa tem evoluído para uma arquitetura nova”. Segundo Leandro, os feedbacks dos servidores dos tribunais são importantes para contribuir com a evolução da infraestrutura.
O servidor do TRT da 20ª Região (SE) Igor Jesus apresentou a visão geral sobre o tema, a organização dos projetos, as atualizações, a implantação e as lições aprendidas com experiências anteriores. De acordo com Igor, a organização do projeto é divida entre o Manual de Instalação, o Gitlab e o Versionamento (Cluster, Deploys e imagens).
Igor pontoou os desafios da implantação do projeto, dentre eles o servidor destacou a dificuldade de dimensionamento dos recursos necessários, a resistência cultural, a dificuldade para discernir entre problemas pré-existentes e os inerentes à nova infraestrutura e a implantação da nova infraestrutura isolada da implantação das novas versões.
“Outras dificuldades são a necessidade de capacitar equipes em novas tecnologias, o período de estabilização nos pilotos, as peculiaridades na implantação do piloto em grande porte e a necessidade de alguns ajustes no PJe para permitir o correto roteamento das requisições para o servidor de aplicação”.
O servidor Elielson Barbosa de Souza do TRT da 15ª Região (Campinas) destacou o monitoramento do PJe em Containers utilizando algumas ferramentas. De acordo com Elielson, é fundamental o monitoramento do PJe porque esse processo é um dos pilares de uma infraestrutura bem-sucedida, permite tomar decisões embasadas em dados confiáveis e ajuda a detectar problemas precocemente para evitar desastres. Elielson explica que o monitoramento é feito por métricas e registros (Logs).
“Métricas são sistemas de mensuração que qualificam uma tendência, comportamento ou variável de aplicação. Log de dados é uma expressão utilizada para descrever o processo de registro de eventos relevantes em um sistema computacional.”
Complementando a palestra, o servidor Sávio Sampaio do TRT da 18ª Região (GO) falou sobre as melhorias na solução de Log. Encerrando as discussões sobre o tema, o servidor Anderson Bastos do TRT da 12ª Região (SC) discutiu com os servidores da área de TI sobre a contratação de suporte de capacitação, falou sobre como são formalizados os pedidos de contratação e recebeu feedbacks dos servidores sobre o tema.
Testes automatizados e alterações legais
O supervisor da Seção de Gestão do Produto do CSJT, Victor Lopes de Araújo, explicou que o teste de automação Robot Framework é mais fácil de ser entendido pelo usuário do programa. Com esse teste, a equipe consegue automatizar funcionalidades prontas e também pode agendar uma bateria de testes em ambiente beta de homologação. “O que definimos como futuro ideal é que a automatização seja dentro de cada mudança de cenário”, explicou.
A automatização também foi assunto na palestra ‘Processo Automático de Geração de Versão’, ministrada pela servidora Thays Tschiedel, da Coordenadoria Técnica do Processo Judicial Eletrônico (CTPJE), que objetivou demonstrar as melhorias no processo e perspectivas do sistema do Processo Judicial Eletrônico.
Também foi destaque as reuniões ‘Projeto Assinatura’, ministrada pelos servidores do CSJT Bruno Melo e Lincoln Corrêa, sobre a ferramenta em desenvolvimento de assinatura digital para o PJe 2. A ferramenta vai oferecer mais segurança, padrão e interoperabilidade para os usuários. Outro destaque fica para a “Pesquisa Textual”, apresentada por Guilherme Santos (CSJT/SPTRI), que introduziu o projeto que permite a pesquisa de conteúdo em documentos não sigilosos de forma simplificada e eficiente.
O servidor Alder Ramos apresentou as alterações legais do Ato CSJT 01/2019 e da Resolução CNJ 281/2019. O primeiro altera os tribunais que executarão a versão piloto do PJe 2.5 e o último instituiu a opção de assinatura de documentos e registro do ato processual em meio eletrônico.
(VC/NV/IT/AJ)
Verifique se o processo
está tramitando no PJe



