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Vice-presidente do TST apresenta proposta para finalizar greve dos empregados do Serpro

(Qua 28 Out 2015 13:58:00)
REPÓRTER: A mobilização dos trabalhadores na sala de audiência demonstrava o tamanho da expectativa por uma proposta que atendesse à pauta da categoria. Durante a conciliação, o vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Ives Gandra Martins Filho, buscou o equilíbrio entre o percentual do reajuste salarial oferecido pelo Serpro – de 5,5% - e o reivindicado pelos empregados da empresa – de 8,17% - que pediam a recomposição integral da inflação para suspender a greve que já dura quase 20 dias. 
A proposta apresentada após várias rodadas de negociações fixou o aumento salarial em 7%. Pelo acordo, o percentual deverá ser quitado integralmente já na folha de novembro. O pagamento das diferenças salariais, retroativo a maio, deverá ser feito em duas parcelas: uma em dezembro de 2015 e a outra em janeiro de 2016. Todos os trabalhadores terão direito a uma cartela adicional do tíquete-alimentação que será reajustado em quase 11%. Já os demais benefícios terão aumento com base na inflação acumulada no período. A empresa também se comprometeu a não descontar dos trabalhadores os dias parados. A compensação dos dias de greve deverá ocorrer em até um ano. Para isso, os empregados que aderiram ao movimento poderão usar horas correspondentes às liberações parciais para o exercício das atividades sindicais, as licenças a que têm direito na empresa e os afastamentos permitidos pela Justiça Eleitoral. Esse foi o ponto mais polêmico do acordo. 
A coordenadora nacional da campanha salarial do Serpro Telma Dantas explica que os trabalhadores procuram alternativas para chegar a um consenso:
 
SONORA: Telma Dantas
 
Uma das saídas alternativas da nossa pauta foi a questão do vale refeição, tanto na diminuição na tabela de participação, quanto cartela mais, quanto reajuste fora de domicílio que a gente traz isso. Na verdade tudo que contribuiu veio da nossa pauta de reivindicação e o formato que a gente busca para sair da campanha.
 
REPÓRTER: Para o diretor-presidente do Serpro, Marcos Mazoni, a paralisação afeta serviços muito importantes em todo o país. 
 
SONORA: Marcos Mazoni
 
Termos impactos especialmente no que diz respeito no desenvolvimento de novas soluções, a greve se situou muito fortemente na nossa área de desenvolvimento. Nós tivemos dificuldades de atender alguns prazos contratuais, perdemos alguns outros prazos. A empresa certamente vai sofrer algumas punições financeiras de nossos clientes. Mas isso faz parte de todo processo democrático, a gente teve que lidar com isso com muita tranquilidade. Foram em torno de 26% dos trabalhadores parados, portanto não houve parada dos nossos serviços, o que houve foi uma dilação dos nossos prazos de atendimento.
 
REPÓRTER: Outra reivindicação dos trabalhadores, a redução da jornada de trabalho, deve ser estudada por uma comissão formada por representantes da empresa, da Federação e dos sindicatos que representam a categoria. Mas o tema só será discutido após a assinatura do acordo. O vice-presidente do TST, ministro Ives Gandra Martins Filho, deu até hoje prazo para que a proposta seja avaliada pelas assembleias. Caso seja aceita, a greve do Serpro deve acabar à zero hora de quinta-feira. 
 
(Carlos Balbino)
 
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