06/05/2026 - O projeto “Memórias, Vivências e Experiências de Pessoas com Deficiência no âmbito da Justiça do Trabalho”, desenvolvido no TST, foi premiado no mês passado durante a cerimônia do 3º Prêmio de Responsabilidade Social do Poder Judiciário e Promoção da Dignidade, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A iniciativa conquistou o 3º lugar no quesito III – Promoção da Inclusão Social e Combate à Discriminação.
A cerimônia foi conduzida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, ministro Luiz Edson Fachin. O prêmio reconhece iniciativas institucionais voltadas à promoção da dignidade humana, da inclusão social e do enfrentamento às diferentes formas de discriminação no âmbito do Poder Judiciário.
Desenvolvido com foco na valorização das trajetórias de magistrados e servidores com deficiência da Justiça do Trabalho, o projeto reúne relatos que evidenciam experiências vividas no mundo do trabalho.
A iniciativa resultou na publicação do livro “Tudo sobre Nós, Por Nós – Trajetórias e Vivências de Pessoas com Deficiência da Justiça do Trabalho”. A obra foi lançada em setembro de 2024, durante o seminário “Ativismos para a Luta Anticapacitista no Trabalho”, realizado para debater inclusão e acessibilidade na Justiça do Trabalho.
O livro reúne depoimentos de 36 pessoas com deficiência que atuam na instituição, entre magistrados e servidores de diferentes carreiras. Os relatos foram preservados em primeira pessoa e mantidos em sua linguagem original, com o objetivo de garantir autenticidade às narrativas e ampliar a visibilidade das pessoas com deficiência no Poder Judiciário.
A obra está disponível gratuitamente em formato digital e pode ser acessada no portal da Assessoria de Acessibilidade, Inclusão e Sustentabilidade (Acesi).
Cultura de equidade
Para Ekaterini Sofoulis, assessora-chefe da Acesi, o reconhecimento concedido pelo CNJ evidencia a relevância institucional das ações de inclusão desenvolvidas pelo TST e pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT).
De acordo com Ekaterini, a premiação também contribui para fortalecer práticas alinhadas ao modelo biopsicossocial e à garantia de direitos, incentivando a consolidação de uma cultura institucional de equidade e inclusão no âmbito da Justiça do Trabalho.
(Sofia Martinello/JS - Foto: CNJ)
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