No dia 02 de abril, foi celebrado o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, uma data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) que nos convida a ampliar o conhecimento sobre o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) e, principalmente, a fortalecer práticas mais inclusivas em nossa sociedade e no ambiente de trabalho.
O tema da campanha nacional de 2026, “Autonomia se constrói com apoio”, nos lembra que ninguém constrói caminhos sozinho. Autonomia, para a pessoa autista, significa ter segurança, oportunidades e fazer escolhas, expressar suas vontades e conduzir a própria trajetória. Isso só é possível quando existe uma rede de apoio acolhedora, sejam profissionais especialistas, familiares, amigos e no ambiente e trabalho, contar com chefias e equipes comprometidas com a inclusão e respeitosas com as necessidades de cada indivíduo.
No âmbito do Tribunal Superior do Trabalho (TST), essa reflexão se torna ainda mais significativa. A presença de servidores autistas em nosso quadro nos convida, diariamente, a construir um ambiente mais humano, acessível e sensível às diferentes formas de existir.
A imagem retrata o símbolo do quebra-cabeça colorido, amplamente associado ao Transtorno do Espectro Autista (TEA), que remete à complexidade e à diversidade de experiências das pessoas autistas, que, ao se conectarem e formarem o símbolo do TST, simbolizam que a “unidade” de uma instituição é construída a partir de diferentes singularidades, representando, assim, a presença e a contribuição de pessoas com TEA no âmbito do Tribunal Superior do Trabalho.
Nesse contexto, evidencia-se o compromisso do Tribunal Superior do Trabalho, da Assessoria de Acessibilidade e Inclusão (ACESI), das chefias e das unidades administrativas em compreender os diferentes contextos e as necessidades individuais, promovendo ambientes mais acessíveis e acolhedores. Trata-se, contudo, de um processo em construção, considerando que essa vivência institucional ainda é recente, o que demanda escuta contínua, aprendizado e aprimoramento das práticas adotadas.
Nesse contexto, sugerimos a leitura do Manual de Atendimento a Pessoas com TEA, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que traz orientações importantes para uma comunicação mais clara, acolhimento adequado e promoção da acessibilidade, contribuindo para um atendimento mais digno e respeitoso.
Cada um de nós faz parte dessa construção. Pequenos gestos fazem a diferença.
Contamos com você! 
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