Justiça do Trabalho atualiza Política Judiciária Nacional de Tratamento Adequado de Disputas de Interesses
Justiça do Trabalho atualiza Política Judiciária Nacional de Tratamento Adequado de Disputas de Interesses
Iniciativa busca modernizar regulamentação vigente e ampliar a efetividade das soluções consensuais

27/5/2025 - O Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) aprovou, na última sexta-feira (23/5), a proposta de edição de resolução que consolida, atualiza e aprimora a Política Judiciária Nacional de Tratamento Adequado das Disputas de Interesses no âmbito da Justiça do Trabalho de primeiro e segundo graus. A iniciativa busca modernizar a regulamentação vigente, ampliar a efetividade das soluções consensuais e alinhar a política institucional aos normativos recentes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A proposta foi elaborada por grupo de trabalho instituído pelo Ato CSJT.GVP 2/2024, sob a coordenação do ministro Cláudio Brandão, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), e a redação final foi aprovada pela Comissão Nacional de Promoção à Conciliação (Conaproc), em reunião presidida pelo ministro Mauricio Godinho Delgado, vice-presidente do TST e do CJST e coordenador da política nacional de conciliação trabalhista. O texto da resolução será publicado nesta semana.
Principais mudanças
A medida visa evitar sobreposições, garantir maior clareza jurídica e fortalecer a atuação institucional na mediação e na conciliação. A resolução aprovada também incorpora avanços promovidos por atos do CNJ, entre eles:
- aprimorar os regimes de cooperação judiciária;
- criar Centros de Inteligência nos Tribunais Regionais do Trabalho;
- institucionalizar a Política de Gestão da Inovação no Judiciário;
- enfrentar o volume de litigiosidade na Justiça do Trabalho;
- enfrentar o fenômeno da litigiosidade predatória, com mapeamento de eventuais abusos processuais; e
- implementar políticas afirmativas de paridade de gênero e inclusão racial.
Atualização normativa
A norma aprovada está em consonância com resoluções do próprio CSJT sobre organização administrativa e de pessoal e considera a atuação do Núcleo de Ações Coletivas (NAC) e o Cadastro Nacional de Ações Coletivas, previsto em resolução conjunta do CNJ e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
Outro ponto relevante é a adequação da política ao modelo de processos estruturais já adotado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com a criação do Núcleo de Processos Estruturais e Complexos (Nupec), visando à resolução mais eficiente de conflitos complexos e de impacto coletivo.
(Nathália Valente/AJ/CF)
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