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null Artigo de juiz do Trabalho da 8ª Região (PA/AP) aborda o assédio moral por competência e o teletrabalho na pandemia

O juiz do trabalho substituto do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (PA/AP), Fábio Luiz Pacheco, publicou artigo em site especializado em temas jurídicos sobre assuntos do mundo do trabalho que vieram à tona em decorrência da pandemia do novo coronavírus no Brasil. No texto, escrito em parceria com a juíza aposentada do TRT da 4ª Região (RS) Janete Aparecida Deste, os autores, ambos professores e palestrantes da área, tratam de dois assuntos, o teletrabalho e o assédio moral por competência.

Para discorrer sobre os temas, os magistrados fizeram uma conexão entre os assuntos por entenderem que este é um momento ímpar que a sociedade brasileira está vivendo com impactos nas relações de trabalho.

Segundo o juiz, o teletrabalho foi uma necessidade, mas trouxe graves questões."Todos nós fomos obrigados, de uma maneira ou de outra, digo nós servidores públicos, mas isso também ocorreu na iniciativa privada, fomos obrigados então a, de forma não planejada, de forma açodada, às pressas, a iniciar um trabalho remoto sem treinamento, às vezes sem equipamentos, sem uma infraestrutura tecnológica adequada e ainda assim sem um preparo psicológico anterior".

No artigo, o especialista em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho pela PUC/RS, explica que o assédio moral por competência é um assunto pouco estudado e divulgado no Brasil. "É o assédio moral sofrido por aquele trabalhador que melhor trabalha, aquele que é o mais competente, que tem mais condições, que veste a camisa, ou seja, que leva o time nas costas. É o servidor público ou o empregado da iniciativa privada que faz muito bem o serviço dele, então, ele acabou recebendo durante essa pandemia cada vez um número maior de afazeres, mais atividades, seja quantitativamente seja qualitativamente mais complexas".

Ao fazer a abordagem, os autores concluíram que houve a incidência desse tipo de assédio. "Nós constatamos que durante a pandemia muitos trabalhadores, tanto do setor público quanto da iniciativa privada, se viram assediados porque receberam mais atribuições por sua capacidade de adaptação maior e porque já tinham melhores ferramentas de trabalho".

Confira aqui o artigo na íntegra.

Fonte: TRT da 8ª Região (PA/AP)