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null Abril Verde: Coletores de lixo estão entre os profissionais que mais sofrem acidentes de trabalho

(25/04/18)
 

A coleta de lixo é um serviço essencial para a saúde pública, mas os garis são a quinta função que mais sofre acidentes de trabalho em Mato Grosso do Sul. No ano passado, foram registrados 248 casos, 60% a mais do que em 2016 quando 155 Comunicações de Acidentes de Trabalho (CAT) foram abertas. A empresa CG Solurb Soluções Ambientais é a primeira na lista dos empregadores com mais acidentes notificados no Estado, com 276 ocorrências no último ano.

"De acordo com as informações oficiais nós detectamos que esses acidentes acontecem por elementos perfurocortantes, lixo mal acondicionado e a forma como o trabalho é desenvolvido. Os trabalhadores correm segurando o lixo atrás dos caminhões ou ficam pendurados no veículo e isso pode gerar lesões musculares, quedas, fraturas e afastamentos", explica o juiz do trabalho Márcio Alexandre da Silva, que também é gestor regional do Programa Trabalho Seguro do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

O magistrado aponta ainda a responsabilidade da população que pouco utiliza a coleta seletiva e, muitas vezes, acondiciona o lixo de maneira inadequada, provocando ferimentos nos garis. Uma dica é embrulhar vidros quebrados e outros materiais cortantes em papel grosso, como um jornal, ou colocá-los em uma caixa para evitar acidentes. Garrafas e frascos não devem ser misturados com os vidros planos.

Neste mês, várias ações estão sendo realizadas para conscientizar patrões e empregados sobre os riscos no ambiente de trabalho. O Movimento Abril Verde tem como objetivo reduzir o número de acidentes em todo o país. Só em Mato Grosso do Sul foram registrados 7.830 acidentes e 38 mortes em 2017. Além dos óbitos que impactam diretamente as famílias das vítimas, há perdas financeiras com gastos previdenciários e dias de trabalho perdidos com afastamentos.

"O impacto financeiro dos acidentes de trabalho é gigante. Em termos previdenciários, por ano, é uma média de R$ 26 bilhões no Brasil todo com o pagamento de auxílios previdenciários decorrentes de acidentes de trabalho. E esse é o custo direto dos trabalhadores com contratos de trabalho formais. Ainda há um custo muito grande indiretamente que são os trabalhadores informais e os dias perdidos já que esses trabalhadores afastados saem temporariamente do serviço e o empregador fica desfalcado ou tem que contratar outro para repor essa mão de obra. Então há uma série de prejuízos financeiros, além do prejuízo à vida e saúde do trabalhador que é quem mais sofre", alerta o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho, Leontino Ferreira de Lima Junior.

 

Fonte: TRT 24