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null Dia 18 de maio marca a mobilização do Brasil contra o abuso sexual de crianças e adolescentes

Dezoito de maio é o Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data, instituída no Brasil pela Lei 9.970/2000, foi escolhida para marcar a mobilização da sociedade contra a violência sexual porque foi neste dia, no ano de 1973, na cidade de Vitória (ES), que a menina Araceli, de apenas 8 anos, foi raptada, estuprada e morta por jovens de classe média alta, um crime bárbaro que chocou todo o país.

Araceli tinha nove anos quando, a pedido da mãe, no dia 18 de maio de 1973, foi levar um envelope para um grupo de rapazes. Ao chegar, foi espancada, estuprada e morta. O caso virou livro (Araceli, meu amor, do jornalista José Loureiro), e a data foi escolhida para representar o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Segundo a organização Childhood, o Brasil contabilizou mais de 200 mil denúncias de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes entre os anos de 2010 e 2019. A pornografia infantil, apenas uma das facetas dessa exploração, teve registradas mais de 1,5 milhão de denúncias entre 2006 e 2019, com páginas hospedadas em mais de 50 mil domínios atribuídos a 100 países em todos os continentes.

Fora do espaço cibernético, o risco se intensifica em lugares como portos, feiras e rodovias. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, existem nas vias federais 1.969 pontos vulneráveis, propícios ao abuso e à exploração sexual de menores.

Mas é na própria casa que a violência ocorre com grande frequência. Em grande parte dos casos, segundo as estatísticas, os agressores fazem parte da família, não sendo raro que sejam os próprios pais os abusadores ou aqueles que exploram sexualmente crianças e adolescentes por dinheiro, presentes ou vantagens.

Programa de Combate ao Trabalho Infantil

O Programa de Combate ao Trabalho Infantil e Incentivo à Aprendizagem do CSJT visa à erradicação do trabalho infantil e ao desenvolvimento de adequada aprendizagem profissional. Precisamos sensibilizar e alertar à sociedade que a infância de nossas crianças está sendo destruída. Se queremos a construção de uma sociedade mais justa, madura, fraterna e civilizada devemos começar cuidando de nossas crianças.

Fonte: TRT da 10ª Região (DF/TO