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Empresários do setor supermercadistas apoiam a II Marcha de Belém (PA) contra o Trabalho Infantil

(14/02/2020)

A Associação Paraense de Supermercados (Aspas) será parceira da II Marcha de Belém contra o Trabalho Infantil. Em reunião realizada na sede da entidade, as gestoras da Comissão de Combate ao Trabalho Infantil do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (PA/AP), desembargadora Zuíla Dutra e juíza Vanilza Malcher, apresentaram os detalhes do evento aos empresários Jorge Portugal, presidente da Aspas, e Carlos Limão, presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Supermercados do Pará.

Os empresários garantiram participação na II Marcha de Belém no dia 01 de março. "Nós apoiamos porque achamos que lugar de criança é na escola e só quando adulta deve ser inserida no mercado de trabalho", disse Jorge Portugal.

Histórias de trabalho

Durante a visita, os empresários contaram um pouco de suas histórias pessoais e revelaram que ambos foram trabalhadores infantis. Jorge Portugal disse que trabalhou na infância, mas que nunca deixou de estudar. "O trabalho foi uma consequênci , para ajudar em casa, mas sempre tive o apoio dos meus pais para continuar estudando. Concluí o nível superior, cursei faculdades e estou na presidência da entidade que comanda o segmento no estado do Pará".

O empresário Carlos Limão também contou sobre a infância pobre na Serra da Estrela, em Portugal. De uma família de agricultores, o dono de uma rede de supermercados, trabalhou desde os sete anos de idade. "Eu deixava os bois no pasto no frio, a uma temperatura, às vezes, abaixo de zero, às vezes, pisando na neve. Mas nunca faltei a escola. Meus pais não permitiam isso. Eles sempre prezaram pela formação. Fui o primeiro dos meus irmãos a estudar. Nós éramos agricultores pobres e tínhamos que trabalhar porque a mão de obra era cara. Não quero isso para meus filhos. E amanhã quando tiver netos também não vou querer. Quero um país melhor com mais educação".

Segundo o empresário, uma das razões para o apoio a II Marcha de Belém é o entendimento de que a educação é a alternativa ao trabalho precoce. "Sem educação nenhum país vira país do futuro. Nós temos problemas sérios e é por falta de uma educação de qualidade. O trabalho infantil tira a criança da escola. Se não tira integralmente, tira uma parte. E essa criança não vai ter uma boa formação, não vai ser um bom cidadão", concluiu Carlos Limão.

Fonte: TRT da 8ª Região (PA/AP)