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Tribunal busca melhorar a acessibilidade para pessoas com deficiência física

O Tribunal possui 60 servidores e 11 prestadores de serviço com algum tipo de deficiência, entre elas, a física. O Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NACIN) orienta a respeito de como deve ser o atendimento a pessoas com limitação em sua mobilidade.

Entre as orientações estão coisas simples, como perceber que é incômodo para um cadeirante ficar olhando para cima por muito tempo. Então, se a conversa for longa, devemos nos abaixar ou sentar para ficar na mesma linha de visão. Devemos ter em mente, ainda, que a cadeira de rodas é como se fosse uma extensão do corpo da pessoa. Escorar na cadeira não seria muito educado, portanto. E se estivermos empurrando a cadeira, devemos tomar cuidado para não bater nas pessoas que caminham à frente.

Outra dica é oferecer ajuda imediatamente se presenciarmos um tombo de uma pessoa com deficiência, mas sempre perguntando como podemos ajudar, em vez de ir pegando nos braços ou pernas. E não devemos nos acanhar em usar palavras como “andar” ou “correr”: as pessoas com deficiência as empregam com naturalidade.

José Roberto Reis Pinheiro, da Secretaria de Saúde, teve poliomielite quando tinha apenas nove meses de vida. Fez diversas cirurgias e tratamentos durante a infância, e hoje anda com o auxílio de muletas. Ele diz que o Tribunal é muito bom em termos de acessibilidade, mas ainda tem o que corrigir. Cita, por exemplo, que o piso em alguns locais é muito escorregadio e torna-se perigoso caminhar com as muletas.

Em relação ao restaurante, o Núcleo de Acessibilidade vem realizando reuniões a fim de verificar que alterações podem ser feitas para facilitar o acesso às pessoas com deficiência. Entre as sugestões apresentadas estão distribuir cadeiras e balcões com maior espaço entre elas para facilitar a passagem de cadeiras de roda, colocar o balcão de sucos em altura compatível e fornecer cadeiras de rodas adaptadas para encaixe e fixação das bandejas.

O NACIN promoverá no dia 2 de junho a 2ª Oficina Excelência no Atendimento – Atenção a Pessoas com Deficiência. A primeira oficina teve como prioridade a capacitação de servidores, tendo participado 46. Essa nova turma tem como prioridade os colaboradores terceirizados, que ocupam 28 das 35 vagas oferecidas.

(Loester/CF – fotos: Fellipe Sampaio)

 

 


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