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Cão-guia do TST ganha crachá

Ela é uma colaboradora diferente e exerce trabalho fundamental na vida do servidor Ricardo Rubenich, que possui deficiência visual. Marilyn é uma poodle gigante e, há mais de um ano, passou a frequentar o Tribunal Superior do Trabalho auxiliando Ricardo a se locomover pelos corredores e a discernir eventuais perigos e obstáculos. Como forma de reconhecimento ao trabalho, a cão-guia acaba de ganhar um crachá especial de identificação.

 “Considero esta atitude como um gesto de muito carinho e respeito por parte do Tribunal”, descreveu o servidor que é lotado no gabinete da ministra Maria de Assis Calsing. Para ele, a cadela é mais que um animal, mas uma companheira para todos os momentos. “A Marilyn foi muito bem recebida por todos os servidores. A minha orientação é a de que devo chegar aos lugares e prendê-la, mas aqui no TST não foi preciso, pois ela é muito bem quista e nunca tive nenhuma reclamação”, afirma.

Regras de conduta

Por onde passa, Marilyn chama a atenção. É quase impossível encontrar acadela nos corredores do TST e não sentir vontade de encostar ou fazer carinho. No entanto, quando está em serviço, não é bom que ela receba gestos de afeto, assovios ou outras atitudes que desviem a atenção.  “Quando ela está com o arreio, não pode parar pra fazer outra coisa”, explica o dono. É verdade que ela é muito amável, mas as pessoas esquecem que ela é um cão de trabalho também,” brinca.

Antes da Marilyn, Ricardo só andava na companhia da mãe. Hoje, se sente mais seguro e com mais autonomia.

Desafios

Buscar a excelência na acessibilidade para pessoas com deficiência é um desafio para o Tribunal. Do total de 2.503 servidores, ao menos 60 têm alguma deficiência. Banheiros adaptados, rampas de acesso, vagas de estacionamento e elevadores com sonorização são algumas das medidas já adaptadas no TST. Além disso, o portal da internet e a intranet contam com uma ferramenta que permite, por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e de voz, o acesso ao conteúdo de texto para pessoas com deficiências auditivas e visuais ou com outras necessidades especiais.

“No meu trabalho nunca tive problemas. Meu setor é adaptado, sempre pude acessar o sistema tranquilamente. Além disso, o Processo Judicial Eletrônico (PJe) também é muito acessível. Estamos acima da média”, elogia Ricardo.

 (Nathan Victor  Fotos: Giovanna Bembom)