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Pesquisador de próteses desenvolve terceiro braço

Protótipo japonês pode reproduzir 85% das funções de uma mão de verdade. Pesquisador diz cérebro pode se adaptar e movimentar até oito braços. Confira a reportagem do Jornal Nacional, exibida no dia 20 de julho de 2017.

Um cientista japonês desenvolveu uma técnica que pode ampliar a capacidade humana de fazer várias coisas ao mesmo tempo.

Em um laboratório não muito arrumado, como qualquer outro, Masahiro Kasuya, de 29 anos, trabalha desenvolvendo novas próteses de braço. São diversos modelos. Kasuya estudou a fisiologia dos músculos para saber onde sensores poderiam captar melhor os sinais que movem a mão mecânica.

É um protótipo, mas consegue, segundo o jovem engenheiro, reproduzir 85% das funções de uma mão de verdade. Ele conta que “as maiores dificuldades são gesticular naturalmente e digitar num teclado”. 

Mas o Kasuya tem outros planos para a invenção. Ele é um visionário e acredita que não apenas as pessoas amputadas precisem dessa tecnologia. No futuro, todos poderiam usar uma terceira mão. No caso do repórter, enquanto escreve uma reportagem, por exemplo, é possível fazer outras coisas.

Claro que não é tão simples assim. O maior desafio para quem quiser uma mão extra será mental: nosso cérebro terá que se adaptar para dar conta de um terceiro braço. Para Kasuya, isso não é problema. Ele diz que existem pesquisas mostrando que o cérebro humano poderia movimentar até oito braços.

 

Em um vídeo, os sensores estão no pescoço do inventor, e a mão mecânica segura uma peça que está sendo soldada. Ao mover a cabeça, a mão vira. Abriu a boca, os dedos se abrem e a peça é liberada.   

Kasuya acredita que “não sendo apenas um equipamento para quem perdeu um braço, a tecnologia vai se desenvolver rapidamente, barateando o produto”.  Sobre ser repórter, o reflexo de uma mão de verdade ainda se mostra essencial. Ainda não pode ser repórter essa terceira mão.