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null Pintora industrial demitida por brigar com ex-namorado no trabalho consegue reverter justa causa

16.03.2015 - Já são oito anos de casados, e quase três juntos no ar. O programa semanal apresentado por Fernanda e George foi uma ideia que os dois tiveram depois de começarem a trabalhar na mesma rádio. Ele em um setor e ela, em outro.

"Sempre pensei em nunca ter um relacionamento no local de trabalho", conta o jornalista George Cardim, servidor da Rádio Senado há 15 anos. A esposa, Fernanda Nardelli, também jornalista, passou no concurso do Senado em 2008 e foi logo avisando à chefia: "Eu gostaria de não ficar na mesma sala que o George, se for possível me colocar em outro setor da rádio."

A convivência e a parceria no trabalho se dão da melhor maneira possível também porque o casal sabe separar o relacionamento profissional da vida pessoal, como defende a consultora em RH Luciana Santos: "Os papéis tem que ficar muito bem definidos dentro do ambiente de trabalho. O plano pessoal fica do lado de fora da empresa."

Mas nem todo mundo consegue manter o equilíbrio. Após um desentendimento no local de trabalho, na cidade de Araucária (PR), uma pintora industrial arremessou no ex-namorado uma máquina de remover pintura, que pesa aproximadamente 1,2kg. O rapaz foi atingido nas mãos e no rosto.

A pintora foi demitida. Mas conseguiu anular a justa causa na Justiça por não ter ficado provado que apenas ela teria agido de forma inadequada dentro do ambiente de trabalho. Também não ficou claro se a agressão teria ocorrido em legítima defesa ou de forma gratuita. A decisão, mantida em 1ª e 2ª instâncias, foi questionada pela empresa no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

O caso foi levado a julgamento na 7ª Turma do TST. E os ministros concluíram que as circunstâncias nas quais a discussão ocorreu não ficaram evidentes. Por isso, por unanimidade, o recurso da empresa não foi conhecido.

 

 

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