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IRENE DE BARROS QUEIROZ

"Depois de 53 anos da criação da Justiça do Trabalho, pela primeira vez na história do TRT da 6ª Região, uma mulher assumiu a presidência".

Irene Queiroz é pernambucana, tendo formação universitária nas áreas de Contabilidade, Ciências Econômicas, Ciências Jurídicas e Ciências Sociais. Iniciou sua vida profissional como contadora e advogada. Em 1964, ingressou na magistratura trabalhista.

Foi a primeira mulher a vestir uma toga de juíza do Trabalho na 6ª Região, enfrentando um mercado de trabalho que até então era exclusivamente reservado aos homens. Com isso, abriu caminho para que a presença feminina no Poder Judiciário, e especialmente no TRT, fosse marcante e reconhecida pela sua capacidade e competência. 

A trajetória da juíza Irene Queiroz na Justiça do Trabalho foi paulatina, tendo passado por todos os degraus até atingir a mais alta posição na Corte Trabalhista de Pernambuco. Exerceu, a princípio, o cargo de juíza suplente da Junta de Conciliação e Julgamento de Palmares. Promovida a juíza substituta, atuou nas Juntas de Jaboatão, Palmares, Escada, Caruaru, Paulista e Goiana. Foi, ainda, juíza titular das JCJs de Caruaru, Jaboatão e da 6ª Junta do Recife. 

Foi empossada na presidência, no dia 8 de janeiro de 1996, tendo como vice-presidente o juiz Francisco Solano de Godoy Magalhães.

A nova presidente comprometeu-se a continuar o processo de informatização e a política de recursos humanos que vinham sendo desenvolvido pelo seu antecessor, Gilvan de Sá Barreto. Na sua avaliação a qualificação profissional dos servidores permitirá maior celeridade na tramitação dos processos, oferecendo respostas mais rápidas aos conflitos entre patrões e empregados.

 Em 1985, passou a integrar a bancada de magistrados do TRT, ficando responsável pela presidência da 1ª Turma. Durante os anos de 1994 a 1995, ocupou a vice-presidência da instituição e em seguida foi eleita presidente, marcando o biênio por grandes investimentos na área de informática, pela modernização e ampliação das instalações físicas da Justiça do Trabalho, e pelo desenvolvimento de uma política de recursos humanos voltada para a qualificação profissional dos servidores. 
Abrindo espaço num mercado de trabalho até então reservado exclusivamente aos homens, hoje conclui carreira marcada pelo espírito de conciliação e forma discreta, mas persuasiva de buscar a solução dos conflitos trabalhistas. 

"Naquela época tudo era bem diverso. Não se viam mulheres exercendo a magistratura, que era um feudo reservado aos homens, como se assim tivesse sido por um invisível, mas presente, Tratado de Tordesilhas".

Assinalou, entretanto, com satisfação, que o antigo "feudo" não mais existe. "As mulheres já são uma presença marcante no Poder Judiciário, andando em situação de igualdade com os homens e dividindo com eles o privilégio de exercer o Direito e servir à sociedade na condição de magistradas", afirmou.